MARIA EDUARDA ALMEIDA DE NORONHA – Adão e Eva, Deus como testemunha [crônica]
Aos sete anos de idade, a mocinha soube seu lugar no mundo. Faltava alguns dias para o natal, talvez dois ou três, e uma jovem mocinha tinha ido passar …
Aos sete anos de idade, a mocinha soube seu lugar no mundo. Faltava alguns dias para o natal, talvez dois ou três, e uma jovem mocinha tinha ido passar …
Quando eu te chamar de amor Quando eu te chamar de amor, você pode ter certeza, de que és a minha força, de que és minha fraqueza, de que …
Sob a Chuva Púrpura Não quis ferir o que era ternura,nem dissolver teu riso na amargura.Apenas quis tocar o instante raroem que o amor se despe — e é …
Era meia-noite, quando cheguei em casa. Ainda estou um pouco anestesiada por hoje, e elétrica, não sei como isso pode ser possível, mas de algum modo é. Corri e peguei …
Eu não sei que dia foi que dia. eu não sei quando foi que eu peguei a faca e decidi que iria me matar. eu não sei quando foi que …
Pediria-me uma jovem senhora Por carência de uma translação Que prazer lhe restaurasse sem demora E sem sequer sonhar repetição Nem prolongamentos desnecessários E ímpetos excedentes, inúteis Pois a carne …
Ontem, na oficina, fui incumbida de escrever sobre uma memória que eu tivesse urgência de visitar. E escrevi sobre um ex-amor. Medo de escrever sobre ti, pois teria que discordar …
Noite quente de verão. Mariposas esvoaçam, tolamente, ao redor da lâmpada. O poste preto, de ferro fundido, produz uma iluminação fraca que vai a não mais do que poucos metros …
REVISTA NAVALHISTA – Embora Vidas Baianas (Ed. Autora, 2025) não apresente uma divisão explícita em atos, é possível perceber um movimento interno que sugere uma espécie de progressão: os contos …
Depois da serra e da Cidade das Pontas, dos arcos grandes espalhados pelo centro movimentado e das barraquinhas de tapioca e cocada da dona Cida, que exibiam as cores mais …