GIO VENUS – As chaves [conto]
Laura olhava para o ponteiro da balança para não olhar para a médica. 48kg. A doutora “Não Sei O Quê” dizia que era pouco para a altura dela; a garota …
Laura olhava para o ponteiro da balança para não olhar para a médica. 48kg. A doutora “Não Sei O Quê” dizia que era pouco para a altura dela; a garota …
por Gustavo Freixeda, escritor e colunista da Revista Navalhista Vidas Baianas: afetos e desafetos em uma cidade que bate ao próprio diapasão Estabelecer a tapeçaria de um lugar tão diverso como …
por Mayk Oliveira, poeta e colunista da Revista Navalhista As desconhecidas polifonias do mesmo diagnóstico O que esperar da literatura quando existe estranhamento, narradores pouco confiáveis e as beiradas do …
Eu ainda sonho com Matilda. Matilda tem sete letras — todas líquidas o suficiente para afogar a alma. Linguista, escritora, música. Arte antes mesmo de ser feita. Mas ela não …
O quarto era escuro, sem janelas, as paredes desbotadas, os caibros desgastados rangiam e as telhas soltas vazavam água das chuvas.Era um cômodo depois da cozinha. Três redes armadas. Uma …
Ela demorou tanto para encontrar um canto que pudesse pagar no centro de São Paulo que não desistiria tão fácil assim. A pequena kitnet com nenhuma divisão de cômodos, além …
Às vezes sinto saudade sem saber de quem. É um vazio morno, como o de fim de tarde, quando o sol se despede atrás das montanhas e as cigarras cantam …
Eu e o meu irmão, quando éramos crianças, morávamos no Nordeste, numa cidadezinha do interior e adorávamos explorar a natureza. Numa tarde, em uma das nossas saídas, encontramos um paraíso …
Salvador admira os amigos que dançam no centro da pista, envoltos em abraços, rindo alto, rodopiando. De fora, os movimentos parecem mais lentos, quase suspensos no ar — como quem …
— O círculo luminoso do sol já estava escondido atrás dos prédios, mas sua luz permanecia iluminando a tarde e o calor parecia mais intenso agora. — O rapaz loiro …