LETÍCIA OLIVEIRA – Beladona [conto]
Não sei porque, após todos esses anos de solidão e monotonia, quebrados somente por breves momentos de existência, após tantas luas cheias, uma delas me assombra, quase como um medo …
Não sei porque, após todos esses anos de solidão e monotonia, quebrados somente por breves momentos de existência, após tantas luas cheias, uma delas me assombra, quase como um medo …
De relance, notou que assustara um gato com os pedregulhos que chutou pelo caminho, indo ao serviço. De algum modo, ainda não exato em si, perguntou-se o motivo do gato …
Em uma tarde de verão, com paisagem uniforme e algumas variações de verdes e marrons, entre o gramado, o lago e as árvores, um casal de balanços alegrava o ambiente. …
Saudade é aquilo que faz a passagem do tempo ter sentido. Lúcia observou a filha dobrar cuidadosamente a folha de papel em quatro. Era desses papéis de carta coloridos, …
Eu não sei que dia foi que dia. eu não sei quando foi que eu peguei a faca e decidi que iria me matar. eu não sei quando foi que …
Noite quente de verão. Mariposas esvoaçam, tolamente, ao redor da lâmpada. O poste preto, de ferro fundido, produz uma iluminação fraca que vai a não mais do que poucos metros …
REVISTA NAVALHISTA – Embora Vidas Baianas (Ed. Autora, 2025) não apresente uma divisão explícita em atos, é possível perceber um movimento interno que sugere uma espécie de progressão: os contos …
Depois da serra e da Cidade das Pontas, dos arcos grandes espalhados pelo centro movimentado e das barraquinhas de tapioca e cocada da dona Cida, que exibiam as cores mais …
Não se atropela as graças de um voo divino qualquer. Não é assim que se sucede, não é assim tão leve e de bom tom. Não se sugere, não se …
Sentadas à mesa da sala de estar, próximo do alvorecer de um novo dia, uma senhora já com avançada idade e uma jovem moça conversam enquanto bordam e tomam chá. …