MARIA ISABEL SILVEIRA – Pé torto [conto]
MARIA ISABEL SILVEIRA – Pé torto [conto]

MARIA ISABEL SILVEIRA – Pé torto [conto]

Observarei de longe quando ele estiver entre os grandes. Mas o cheiro de patchuli me anuncia. Em público não mordisco sua orelha direita. Cafungo-lhe o cangote no privado. Sussurro no seu ouvido nossos mais queridos segredos. Acrescento tempero nas suas refeições. Nem preciso mais caminhar com o meu pé torto. Ser etérea me brindou com a liberdade de Clarice.


Maria Isabel Silveira

Maria Isabel Silveira nasceu no campo, fronteira com Uruguai. Continua camponesa vivendo na capita do estado. Escreve pra manter a saúde.

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