NAVALHAR É PRECISO – LUCAS CUNHA -[entrevista]
NAVALHAR É PRECISO – LUCAS CUNHA -[entrevista]

NAVALHAR É PRECISO – LUCAS CUNHA -[entrevista]

REVISTA NAVALHISTA – Começamos com algo chamativo: o mar não está resumido a simples representação visual em O instante que me habita (Patuá, 2025). Temos uma visão ampla e abrangente de um local de memória e da construção da identidade do sujeito poético. Em que momento você percebeu que o mar deixaria de ser apenas cenário para se tornar uma espécie de linguagem do livro? O que essa presença marítima permite dizer sobre a experiência humana que outros espaços talvez não permitissem?

LUCAS CUNHA – Acho que a representação do mar em meu livro como simbolismo central, identidade e linguagem foi algo que germinou com a própria ideia da escrita. Há, obviamente, uma escolha estética consciente sobre a construção da obra onde o simbolismo do mar inunda a forma e o conteúdo do início ao fim. Mas há também uma parcela da coisa que parece vir da minha própria voz narrativa que provavelmente não seria diferente em outro livro. Nesse caso, o simbolismo do mar já estava presente antes da caneta ou do teclado, é o que funda a minha escrita, é o que dá forma à muita coisa que escrevo. De alguma forma, essa estética já está embrenhada antes do trabalho técnico em si. Não era pra menos: o mar enquanto objeto real esteve presente em toda minha infância e adolescência vivida em Ubatuba. Eu ia pra escola de bicicleta, ele estava à minha direita, eu voltava da escola pra casa, ele estava à minha esquerda, eu ia no mercadinho comprar pão, ele estava na frente e quando não estava, eu podia ouvi-lo. Mar e vida eram a mesma coisa. Acho que, com isso, posso dizer que o mar me parece um grande espelho da alma humana, com muitas semelhanças, mas uma que, a meu ver, é a mais estridente: a impermanência.

R.N.O texto final da obra sugere que sua escrita nasce de um deslocamento: sair de Ubatuba e encontrar uma realidade marcada pela fragmentação. Percebe-se que muitos poemas mantêm essa tensão entre pertencimento e desenraizamento. Então, conte-nos, como essa experiência de trânsito entre mundos influenciou a construção de O instante que me habita (Patuá, 2025)? A poesia surge como tentativa de retorno ou como forma de aceitar a distância?

L.C. – Sempre achei que o custo de simplificar certas coisas da vida era maior do que o de lidar com a complexidade daquilo que é vivido. A cobrança no final sempre me pareceu mais alta. A cobrança dos afetos, das experiências, dos desejos, das escolhas. Tenho a suspeita de que há uma harmonia entre as forças contrárias, apenas para parafrasear Heráclito, filósofo pré-socrático. Então não me é tão simples responder se a construção do livro se deu por uma tentativa de retorno ou um modo de aceitar a distância; se o livro é um pertencimento ou um desenraizamento, acho que é tudo isso junto. Existiu sim, no momento da escrita dos poemas e da construção da obra, uma tentativa de retorno à uma identidade e um lugar de pertencimento, que é a do homem caiçara, que veio de determinada região do litoral de São Paulo, que tem um determinado tom de pele preto, sobre o que come, o que valoriza, os lugares que frequenta, como se relaciona. Esse retorno à raíz, ao pertencimento, não existiria sem a distância, sem o deslocamento, sem a fragmentação. Há uma harmonia dolorida nas coisas, né? Mas a distância física talvez seja o menor dos problemas comparada a quando nos perdemos na distância interna da nossa identidade de pertencimento, quando nos perdemos daquilo que nos dá forma, do que nos permite viver uma vida menos medíocre. Dá pra dizer que escrever O Instante que me Habita foi como invocar todas essas forças após um naufrágio de pertencimento. É também na dor do naufrágio que vemos até que profundidade nossa caixa do peito aguenta, quem realmente queremos ser e o que não queremos. A tempestade também molda o marinheiro.

R.NEm poemas como “Paixões Nômades”, “Destino?” e “Me chamaram maluco“, o acaso traz-nos tons de uma filosofia de vida. Ficam postas, um tipo de recusa em controlar o percurso e uma disposição para habitar a incerteza. Em qualquer sociedade contemporânea, cada vez mais orientada por metas, produtividade e planejamento, o acaso ainda pode ser uma forma legítima de sabedoria? O que o fascina nessa entrega ao imprevisível?

L.C. – O mundo é um lugar muito doido. Provavelmente sempre foi. Mas há algo em especial que me deixa muito desgostoso e para qual infelizmente possuo uma antena muito sensível que é uma cerca hipocrisia das pessoas em fantasiar pautas, debates, relações, afetos, como algo muito belo e muito, muito importante quando na real não passa de alimento para o próprio ego, narcisismo, vaidade, seja lá qual nome queiramos dar. A ideia de que ler três livros pela metade ou assistir uma palestra e achar que você sabe opinar sobre tudo no mundo me soa muito mais como um bicho acuado do que alguém aberto para o mundo. Sinceramente são pessoas que me dão muito medo [risos]. Metas, produtividade e planejamento obviamente moldam nossa subjetividade, nosso modo de existir, de se relacionar com o outro e com nós mesmos e tudo isso, claramente com suas importâncias pro mundo funcionar, também são operações de controle. A galera que pega carona no acaso e na intelectualidade sabe disso racionalmente, mas sempre parece atolada afetivamente nas metas de sempre ter algo à dizer sobre tudo. Estar aberto à vida, ao acaso, ao imprevisível, me parece exigir certo desapego das coisas, certa espontaneidade nas relações e certa aceitação de que o simples fato de existir já é uma coisa muito doida. Performar o tempo todo é cansativo, qualquer pessoa 30+ já deveria ter percebido que tentar controlar tudo sempre termina na porta do psiquiatra. Então uma boa dose de desapego e entrega ao acaso deveriam também alimentar o ego, alimentar as relações, alimentar a vaidade de quem somos pra nós mesmos, alimentar a experiência de estar vivo. Não espero que isso aconteça da noite pro dia depois de uma palestra motivacional, me parece muito mais algo que acontece no cotidiano, em coisas corriqueiras… não é um pico de desapego, é uma constância. Também não quero romantizar essa forma super desapegada e despretensiosa de viver. Em primeiro lugar, falar é muito fácil, né? A impressão de alguém que lê essa entrevista ou meu livro talvez seja a de um cara super desapegado com a vida quando na verdade sou só mais um jogado no mundo tentando viver. Outra coisa é que o mundão atravessa a gente de várias formas: é muito mais fácil ser desapegado e disponível para o acaso quando se é de determinada classe social, quando se tem dinheiro, quando você pode escolher o que comer e quando comer, onde deitar a cabeça ou não precisar se preocupar com o que seu gênero ou sua cor vai dizer à esse mundo idiota antes de qualquer palavra que você diga. Certas condições materiais e privilégios, independente de onde venham, facilitam muita coisa, inclusive o desapego, a entrega ao imprevisível. Mas vamos lembrar que essa galera tá na pista premium do desapego. Independente disso, acho que há uma forma de desprendimento com a vida, um desapego e uma amizade com o acaso que transcende todas essas pautas, que está acima disso, que está no terreno da existência em si. Até aqui nada de novo, o budismo já falou isso, o estoicismo já falou isso, Nietzsche já falou isso, o mar vive falando isso. Mas pra mim, aquele e aquela que está todos os dias tentando não ser engolido e engolida por esse mundão e ainda conseguir esses respiros de desapego, de amor fati, talvez seja essa a pessoa que você deve convidar pra mesa do bar.

R.N. A brevidade de muitos poemas também nos chama atenção. Isso acontece em diversos momentos, poucas palavras a carregar densidade emocional e filosófica bastante significativa. Dito isto, nos diga como funciona sua relação com a síntese? O minimalismo presente em O instante que me habita (Patuá, 2025) foi uma escolha estética consciente desde o início ou surgiu naturalmente daquilo que os poemas pediam?

L.C. – Essa é uma das partes que gosto muito. Adoro haikais, adoro Paulo Leminski. Trabalhar com poemas de síntese foi uma escolha estética que o livro pedia. Acho genial a ideia de em poucas palavras alguém conseguir evocar um tanto de densidade emocional que mexa com o outro. A arte, no geral, quando se põe a explicar demais vira panfleto informativo. É preciso que ela deixe espaço para quem está do outro lado preencher, que ela se permita criar estranheza, criar espaços que o outro não sabia que tinha em si. Escrever com contenção é quase um ato político — contra o exibicionismo, contra a performance do eu, contra a ideia de que quanto mais se diz, mais se é. Mas se é porr@ nenhuma [kkk]. Você não precisa pintar o quadro de uma casa e escrever “casa” com uma seta apontando pra ela. Escrever com contenção é escrever muito mais com o que não se escreveu, é deixar o silêncio, o vazio fazer o papel dele, é deixar o outro fazer a arte com você e deixar que sua arte não tenha fim, já que cada um vai interpretá-la à sua maneira.

R.N. Fazer literatura não é fácil, sabemos. O mundo nos cobra produtividade. Vivemos em um tempo marcado pelo excesso de informação e estímulos. Em “Quase poesia“, você escreve que “no sutil acontece muito“. Essa ideia ecoa ao longo de toda a obra. Nos revele poeta, se você acredita que a poesia ainda pode ensinar uma forma diferente de atenção ao mundo? O que existe no pequeno, no discreto e no quase invisível que tanto lhe interessa?

L.C. – Honestamente acho que a poesia é um arsenal gigantesco que nos ajuda a sentir o mundo, a interpretá-lo de outra maneira, a viver o tempo de outra forma. A maior parte da vida acontece no dia a dia, no café da manhã, no busão pro trabalho, naquilo que a gente faz no automático. O excesso de informação e exposição cobra um preço que vem em conta gotas: quando você percebe, já foi de arrasta. Em “Quase poesia”

quase nada quase tudo

quase um descuido no sutil acontece muito

O sutil não é mistério, é o gesto que não foi filmado, a palavra que ficou no ar, o silêncio. É também na observação do sutil que realmente nos conhecemos, conhecemos o mundo e conhecemos o outro, é quando paramos e observamos o “quase” das coisas, é quando o sutil inevitavelmente está ali no dia a dia, aparecendo. A vida nos mostra muita coisa no discreto, no silencioso, no corriqueiro, e isso também é uma forma de sabedoria. Mas é uma sabedoria que não tem plateia. No sutil acontece muito.

R.N.Sigamos. Iremos afirmar aqui: O afeto é uma das matérias centrais de O instante que me habita (Patuá, 2025). No entanto, raramente aparece de forma idealizada. Ele está, por exemplo, em poemas como “Agridoce Desejo“, “Poema à Deriva” e “O Amor que Deveras Sente“, neles “amar” envolve do desejo ao naufrágio. O que mais lhe interessa explorar quando escreve sobre o amor: o encontro ou as transformações que ele provoca? Ambas? Explique-nos.

L.C. – Escrever sobre qualquer afeto pra mim segue a mesma lógica da impermanência do mar. É tudo sempre muito bagunçado, né? Falar de amor especificamente envolve falar de desejo e naufrágio ao mesmo tempo, no sentido bom e ruim das duas palavras. Me interessa muito mais escrever sobre a bagunça dos afetos, suas ambiguidades, tormentas. Falar e sentir afetos como o amor me parece exigir certa entrega à um oceano de afetos, se deixar exposto ao mar dos próprios sentimentos, das próprias potências, das próprias inseguranças. Idealizar (demais) o amor e outros afetos é encontrar um lugar seguro pra sentir a complexidade do que é real, um lugar seguro pra lidar com aquilo que está à sua frente. Idealizar é fantasiar uma entrega em um mar que você mesmo controla, é não ter que se haver com as próprias escolhas, inseguranças, com a tempestade que o mar pode te trazer. Na idealização, começo, meio e fim já estão desenhados, não há acaso, não há impermanência, não há entrega real. Então escrever de forma idealizada seria assassinar à queima roupa minha própria história com o mar. Deve ser meu signo… um dia uma astróloga me disse que além do sol e do ascendente eu tinha mais cinco planetas em capricórnio na casa 1, imagine? [kkk]. Ainda falou que o que me salvava era a minha lua em sagitário. Essa eu deixo muito bem guardada — precisa enfrentar o Kraken pra ter acesso [kkk]. Aqui alguém pergunta: “mas como um capricorniano tão frio e calculista escreve justo poesia e justo sobre acaso e impermanência?” É porque acaso e impermanência já estão nos meus cálculos [kkk], o resto é com minha psicóloga. Os afetos em O Instante que me Habita vai da calmaria ao vendaval.

R.N. O livro aproxima referências filosóficas, mitológicas e populares sem estabelecer hierarquias entre elas. O deus grego pode dividir espaço com um pescador, uma lavadeira ou um sujeito sentado numa taverna. O que essa convivência entre universos aparentemente distintos revela sobre sua visão de mundo e de poesia?

L.C. – Uma das ideias que montam a estética do livro é a tensão nietzschiana entre o caos dionisíaco e a ordem apolínea. O mar é algo dionisíaco, a embriaguez, as paixões, a mata, o irracional, enquanto Apolo, seu irmão, representa a ordem, a razão, o véu de harmonia que cobre nossa alma ambivalente. Esse mundo muito doido me parece doido no sentido apolíneo da palavra. Metas, produtividade, planejamento, engajamento — tudo isso é a máscara apolínea que a gente coloca sobre uma vida que é, no fundo, pura embriaguez dionisíaca. Acho que precisamos viver de um jeito mais dionisíaco com nossas escolhas, nossas relações, com o mundo. Byung-Chul Han está certo, somos um bando de toupeiras cansadas em busca de engajamento. Dionísio me parece uma boa contrapartida pra isso. Enquanto alguém da filosofia, não pude deixar de expor isso em minha poesia, já que, como falamos, poesia é também um jeito de sentir o mundo, e filosofia, um jeito de entendê-lo. Dionísio e Apolo. No livro, eles dividem a mesa com o marinheiro bêbado, a rede com o pescador, o tanque com a lavadeira. Mas existe uma ironia nisso tudo. Apesar de tanto Dionísio, acaso e impermanência, o próprio ato de escrever também é um gesto profundamente apolíneo. O mar pode ser caos, representar a impermanência e simbolizar os afetos e a bagunça da alma, mas um livro não nasce apenas do caos. Escolher palavras, organizar poemas, construir símbolos que retornam ao longo da obra, tudo isso exige forma. Talvez O Instante que me Habita seja justamente a tentativa de colocar uma moldura provisória naquilo que não pode ser contido. O mar é Dionísio; o livro, talvez, seja Apolo tentando escutá-lo.

R.N.Toda literatura nasce de uma visão de mundo e de uma teoria do belo, mesmo quando não declarada. E aquilo que o autor acredita ser o coração da arte. Na sua escrita, o que é o “belo”? Onde ele está? Há algum pensamento teórico que dialoga com o modo como você constrói o encanto e a beleza dentro do seu livro?

L.C. – Acho que há uma coisa na estética da minha escrita, na minha voz narrativa, pelo menos na escrita de O Instante que me Habita, que é a mudança. Mudança enquanto movimento, enquanto impermanência. Se tenho o mar enquanto representação da linguagem e dos afetos, o que emerge disso só pode ser a inconstância das coisas, a impermanência, a mudança. Acho que o belo em O Instante que me Habita está exatamente na impermanência do sujeito poético que ora é onda, ora é lavadeira, ora se torna Hades, ora é Tião, ora é Dionísio que não se vende em loja cara de avenida. A mudança é algo que perpassa toda obra, pro bom e pro ruim. Há algo de bonito nessa tensão. O mar muda o tempo todo, mas continua sendo mar. A onda desaparece, mas o oceano permanece. Talvez o belo esteja também aí: na tentativa humana de dar alguma forma ao que inevitavelmente escapa. Obviamente tenho teorias cochichando em minha orelha por trás do que escrevo, como citei há pouco. Mas também há algo que é do campo do sentir, que é do campo da memória, que é do campo dos instantes que nos habitam. Eu poderia falar do mar enquanto impermanência sem citar Nietzsche, Buda, Heráclito e isso por si só bastar para uma teoria do belo. Ou melhor: como uma prática do belo.

R.N  – Ao final de O instante que me habita (Patuá, 2025), o leitor tem a sensação de que o “instante” do título não é apenas um momento passageiro, mas uma forma de habitar o mundo. Depois de concluir o livro, qual foi a compreensão mais importante que você alcançou sobre o tempo? O que significa, para você, viver verdadeiramente um instante?

L.C. – Muita gente fala desse título, que é um título muito bonito. De fato é, também acho… Um instante que nos habita nada mais é do que uma memória, né? Memórias que habitam nossa pele, nossos pensamentos, o jeito que falamos, o sentido que damos pra vida. Habitamos o mundo com os instantes que nos habitam e o jeito que habitamos o mundo nos dá dicas de como esses instantes vão nos habitar daqui à algum tempo. Parece maluquice, mas há uma ética da existência envolvida nisso: o que eu tô fazendo hoje que vai morar em mim amanhã? Como eu quero me relacionar com as pessoas, com o mundo, com meus desejos, com as escolhas que eu faço? Como eu me relaciono com meus erros, com minhas vaidades mesquinhas que habitam esse mundo? qual o sentido que eu quero dar pros instantes que eu vivo? Tempo e memória dividem a mesma cama. Outra coisa é a ambivalência das coisas: uma memória boa pode nos habitar de forma dolorida justamente porque já passou, né? porque nos habita de outra forma que não na experiência do presente. Não têm muita saída, a vida é uma bagunça mesmo… A suspeita que eu tenho é que viver de um jeito mais espontâneo (vamos lembrar que espontaneidade é amiga colorida do acaso) me parece um jeito bem mais honesto de viver um instante.

R.N. Entrevistas sempre acabam deixando assuntos pelo caminho. Por isso, gostaríamos de abrir espaço para aquilo que não perguntamos. Existe algum aspecto de O instante que me habita (Patuá, 2025), de sua trajetória como escritor ou dos próximos passos desse universo poético que você gostaria de compartilhar com os leitores e que considera importante para compreender melhor a obra?

L.C. – Tentar compreender meu livro acho que é cilada, bino. Como qualquer poesia, ela deve ser sentida. Eu poderia junto com o livro entregar uma bússola indicando o caminho, mas sentir é uma parada de cada um, né? O capricorniano aqui sou eu, ok? [kkk] Siga a minha lua, não o meu sol. Gosto de pensar que sou escritor. Apesar do meu livro de estreia ser de poemas, também sou romancista, tenho um romance pelando que acabou de sair do forno, mas esse ainda precisa ficar em off… Se for pra denominar, não sou poeta, sou escritor.

R.N. – Terminamos com aquele caloroso tapinha nas costas. Agradecemos demais por somar conosco. Conclua falando o que desejar. Liberdade total. Até uma próxima.

L.C. – Adorei a entrevista. Agradeço por mais esse instante que agora vai nos habitar.


Lucas Cunha

Lucas Cunha veio de onde a onda beija a areia (Ubatuba) e tem raízes onde o café é forte e a prosa é longa (Lorena). Esse capricorniano sério(?) encontrou na leitura um vício precoce – cortesia da mãe. Autor do livro de poesias ”O Instante que me Habita” lançado na FLIP 2025- Feira Literária Internacional de Paraty [Ed. Patuá], concorrendo ao Oceanos 2026. Finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2025 na categoria romance com “Tempo de Clarisse” e foi escritor selecionado para as Antologias Poemas do Eu da Editora Persona e Melhores Escritores 2025 Vol.1 pela Editora Vip. Estudante de Filosofia, aposta na escrita como forma de resistência ao absurdo da existência.

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